sexta-feira, 9 de maio de 2014

A História Mais Interessante Que Já Ouvi

A história mais interessante que eu já ouvi me foi contada a anos atrás por um homem com mais de oitenta anos de idade. Estávamos sentados em uma pedra saliente de uma montanha no Arkansas, quando ele me contou a seguinte história:

"Eu estava neste campo durante a Guerra Civil. No decorrer do outro lado havia centenas de barracas onde nossos soldados estavam acampados. O sarampo se espalhou e muitos bravos jovens morreram. A epidemia ficou tão ruim que estendemos algumas barracas mais para baixo no vale e levamos todos os infectados para lá. Isto, é claro, foi feito para proteger, o máximo possível, a saúde dos soldados saudáveis, e eu fiquei encarregado como chefe da enfermaria das barracas onde os pacientes se encontravam."
"Uma noite, enquanto eu estava na enfermaria, passei por uma beliche onde se encontrava um jovem soldado, com não mais do que dezessete anos de idade, muito doente. O rapaz olhou para mim com uma expressão comovente e disse:

"'Enfermeiro, acho que vou morrer. Eu não sou cristão. Minha mãe e meu pai também não são cristãos. Eu nunca fui de frequentar a igreja. Eu fui apenas uma vez com um amigo à escola dominical. Uma mulher ensinava na classe de escola dominical, e leu algo na Bíblia sobre um homem que foi se encontrar com Jesus uma noite. Jesus disse ao homem que ele deveria nascer de novo. A professora disse que todas as pessoas deveriam nascer de novo para ir para o Céu quando morressem. Eu nunca nasci de novo, e não quero morrer assim. Você não poderia me trazer um capelão para que ele possa me explicar como nascer de novo?'"

O velho homem hesitou por um momento. "Sabe, naqueles dias eu era um agnóstico - pelo menos era o que eu dizia ser. Então eu disse ao garoto: 'Você não precisa de um capelão. Basta ter calma agora. Não se preocupe, você vai ficar bem.' Eu saí da ala, e aproximadamente meia hora depois voltei à cama do garoto. Ele me olhou com olhos tão tristes e fixos, enquanto falava: 'Enfermeiro, já que você não vai me trazer o capelão, por favor traga-me o médico. Estou sufocando até a morte.' 'Tudo bem, meu filho, vou trazer o médico', disse eu. Então saí e encontrei o médico. Ele veio e enxugou a garganta do menino de modo que ele podia respirar um pouco melhor. Eu sabia que o garoto iria morrer. Eu tinha visto muitos outros casos igual ao dele. Então, o médico e eu nos afastamos da cama.

"Mais ou menos uma hora depois voltei esperando encontrar o garoto morto, mas ele ainda estava agoniando. Ele disse: 'Não adianta, enfermeiro. Eu tenho que morrer, e ainda não nasci de novo. Quer você acredite nisso ou não, você não poderia me trazer o capelão para que ele me conte como nascer de novo?' Eu olhei para ele por um momento e disse: 'Está certo, meu filho, vou trazer o capelão.'

"Eu me afastei por alguns passos e então me virei e voltei para o lado da cama do garoto, e disse: 'Meu filho, não vou te trazer o capelão. Eu mesmo vou te contar o que deve fazer. Agora, entenda, eu sou agnóstico. Eu não sei se Deus sequer existe. Eu não sei sequer se existe um Céu. Eu não sei sequer se existe inferno. Eu não sei de nada. Mas, sim, eu sei... eu sei de uma coisa. Sei que minha mãe foi uma boa mulher. Eu sei que, se Deus existe, minha mãe O conhecia. Então vou te contar o que minha mãe me contou. Você pode tentar isso e ver se funciona. Agora, vou ler para você um versículo das Escrituras. O versículo é João 3:16.

"'Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.' 'Minha mãe disse que eu não podia salvar a mim mesmo, mas se eu acreditasse em Jesus, Ele me salvaria.'

"Pedi ao garoto que dissesse o versículo comigo. Eu comecei e ele me seguia com uma voz fraca e trêmula. 'Deus amou o mundo de tal maneira', 'Deus amou o mundo de tal maneira'; 'que deu o seu Filho unigênito', 'que deu o seu Filho unigênito'; 'para que todo aquele que nele crê', 'para que todo aquele que nele crê'; 'não pereça', 'não pereça'; 'mas tenha a vida eterna', 'mas tenha a vida eterna'. 'Agora, meu filho, minha mãe disse que se uma pessoa confiar em Jesus, ela não perecerá, mas terá a vida eterna.'

"Ele fechou seus olhos, esticou suas mãos sobre o peito e, sussurrando, citou vagarosamente, repetindo algumas das palavras várias vezes: 'Deus amou o mundo de tal maneira... que deu seu Filho unigênito... para que todo aquele, todo aquele... todo aquele que nele crê, que nele crê, que nele crê.'

"Então ele parou e disse em voz clara: 'Deus seja louvado, enfermeiro, isso funciona. Eu creio nEle! Eu não vou perecer! Eu tenho a vida eterna! Eu nasci de novo. Enfermeiro, sua mãe estava certa. Porque você também não tenta? Faça o que sua mãe disse. Funciona, enfermeiro! Isso funciona! Enfermeiro, antes que eu vá, quero pedir que faça algo para mim. Mande um beijo para minha mãe e me conte o que você me contou, e diga a ela o que seu filho disse no leito de morte: 'Funciona'.

O velho homem, enxugando as lágrimas que caíam de seus olhos, disse: "O menino estava certo. Funciona. Todo aquele que nEle crê não perece, mas tem a vida eterna. Funciona. Eu sei que funciona!"

"Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê." (Romanos 1:16)

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